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FRIDA KAHLO

FRIDA KAHLO

Frida Kahlo foi umas das mais importantes pintoras mexicanas do século XX, que a despeito de ter tido uma vida muito conturbada, desde saúde e relacionamentos, destacou-se por ser uma artista singular. Foi dona de um espírito revolucionário, visto que militou no partido comunista mexicano e, ademais, lutou pelos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo.

Filha de pai alemão e mãe espanhola, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, mais conhecida por seu pseudônimo artístico, Frida Kahlo, nasceu na pequena vila de Coyoacán, próxima à cidade do México, no dia 06 de julho de 1907.

Desde pequena, Frida teve uma vida marcada por doenças, uma vez que já com seis anos de idade contrai a poliomielite, doença que lhe deixa uma sequela no pé.

Com 18 anos sofre um grave acidente de ônibus, momento trágico e ao mesmo tempo de renovação, pois Frida, incapaz de caminhar normalmente, começa a pintar quadros e, a partir disso, foca na carreira de pintora.

Mais tarde é obrigada a amputar a perna, fato que lhe provoca grande depressão, entretanto, seu espírito resiliente a fez proferir tais palavras: “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”.

Sua formação realizou-se na “Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México”; por conseguinte, filiou-se, em 1928, ao Partido Comunista Mexicano donde conhece seu futuro marido e grande muralista mexicano, Diego Rivera (1886-1957).

No ano seguinte, quando tinha 22 anos, Frida casa-se com o artista e vão viver na Casa azul, hoje Museu da artista, e também nos Estados Unidos (Detroit, São Francisco e Nova York) durante 3 anos.

Com algumas crises conjugais, o casal se separa dez anos depois do casamento, em 1939. Nas palavras de Frida: “Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles”

Além de pintora, nos anos seguintes, Frida ministrou aulas de Pintura na Escola Nacional de Pintura e Escultura “A Esmeralda” (La esmeralda) na cidade do México.

Durante toda sua vida, o trabalho de Frida foi reconhecido mundialmente e expôs sua obra em alguns museus: Julien Levy Gallery, em Nova York (1938); Galerie Renou et Colle, em París (1939); Galería de Arte Mexicano de Inés Amor, na Cidade do México (1940); Galería de Arte Contemporáneo de Lola Álvarez Bravo (1953).

Por fim, decorrente de uma grave pneumonia ou embolia pulmonar, embora muitos acreditam no suicídio, Frida falece no dia 13 de julho de 1954, aos 47 anos.

No diário da artista, foi encontrada a seguinte frase: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.”

As obras de Frida, que carregam um estilo próprio, expressam muito o que buscou com sua arte, tal qual a identidade nacional mexicana, pautada em temas da cultura popular e do folclore indígenas, permeada de cores fortes e vibrantes.

André Breton (1896-1966) e Salvador Dalí (1904-1989) denominaram a obra de Frida Kahlo de caráter Surrealista, contudo, a artista, que não considerava suas obras surrealistas declara: “Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade”.

Frida focou em transformar seus sentimentos em arte, de forma que encontramos refletidos em seu trabalho diversos momentos de sua vida. Segundo ela: “Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor”.

A característica mais marcante da obra de Frida Kahlo é sua necessidade vital de expressar estados emocionais. Mesmo quando pessoas lhe encomendavam quadros, ela não produzia necessariamente o que lhe havia sido pedido, mas aproveitava a oportunidade para transmitir seu desespero pessoal. No quadro O

suicídio de Dorothy Hale, por exemplo, Frida transformou a homenagem que uma amiga faria à falecida Dorothy Hale, na descrição minuciosa de seu suicídio, numa época em que a própria Frida se via às voltas com intensos sentimentos depressivos. Ela dizia que não fazia arte, apenas pintava seus temas privados. Havia quase que uma compulsão a usar o espaço da tela como janela da psique, numa busca desesperada por um sentimento de integração.

Mais do que um processo de sublimação, no qual as pulsões instintivas são desviadas de suas metas para objetivos socialmente valorizados, a pintura de Frida parece representar um movimento dramático e repetido, visando contenção e integração psíquica.

Podemos dizer que a arte para Frida Kahlo se converteu em uma busca de cura, ao lhe permitir representar aquilo que era mais genuíno dentro de si. Seu trabalho artístico lhe possibilitou expressar e elaborar pensamentos e emoções profundas. Isso pode ser visto, por exemplo, na pintura em seu diário: Pés para que te quero, se tenho asas para voar (fig. 19), por ocasião da amputação de seu pé, quando estava tomada por terríveis sentimentos de perda de partes de si mesma. De fato, por meio de seus quadros, Frida desenvolveu asas imaginárias que lhe permitiam sobreviver diante de intensos estados de dor. Seu sofrimento se tornou mais suportável ao pintar sua própria história.

Encontramos na obra de Frida Kahlo, a meu ver, uma força imperiosa que a impelia a desenvolver um sentimento de existência própria, que lhe permitisse suprir buracos psíquicos causadores de muita dor. Sua arte lhe servia como ponte para a sobrevivência psíquica. Ao lado disso, contava com um desejo de viver e uma criatividade que podia ser vista nas cores vibrantes de suas obras e no humor e ironia de suas cartas, assim como em seus momentos de irreverência. Nesses movimentos pode-se identificar o viver criativo e único que caracteriza sua vida e produção artística, e que nos impressiona pelo seu impacto afetivo.

Suas palavras falam por si:

Não me permitiram preencher os desejos que a maioria das pessoas considera normal, e nada me pareceu mais natural do que pintar o que não foi preenchido (…) Minhas pinturas são (…) a mais franca expressão de mim mesma, sem levar em consideração julgamentos ou preconceitos de quem quer que seja (…) Muitas vidas não seriam suficientes para pintar da forma como eu desejaria e tudo que eu gostaria.

O surrealismo foi um movimento artístico que surgiu na Europa, cujo marco inicial foi o Manifesto Surrealista de André Breton, publicado em 1924. O surrealismo criticou a racionalidade burguesa em favor do maravilhoso, do fantástico e dos sonhos, abarcando uma grande quantidade de artistas, nas palavras de Breton, um dos objetivos do surrealismo era “resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma suprarrealidade”. Essa perspectiva levou esses artistas a buscarem inspiração na obra do psicanalista Sigmund Freud, trazendo para a arte o irracional, o inconsciente, explorando o imaginário e os impulsos ocultos da mente.

Embora o nome de Frida Kahlo tenha sido associado ao movimento do surrealismo – participou de uma exposição com André Breton em Paris – o que motivava a artista mexicana era muito diferente dos pintores franceses. Frida procurava passar para a tela todas as amarguras que passava na vida. O mesmo princípio do autorretrato – os quais ela pintou inúmero – se colocava para as outras obras. Frida fugia totalmente do modo de produzir encontrado no Manifesto Surrealista. Não lhe interessava o inconsciente, mas as dores do cotidiano e as tragédias pessoais.

Apesar de toda a força expressa em suas obras, Frida não era surrealista. Não teorizava da mesma maneira, nem partilhava de seus conceitos. E ainda que em inúmeros trabalhos elementos surrealistas e fantásticos sejam apresentados, a artista não se desprendeu completamente da realidade em nenhum deles. Retratava apenas a própria realidade. Os sonhos, talvez, poderiam se apresentar como mais doces e menos brutais do que vida real. Em seu diário registrou uma última frase: “Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… Frida”.

Professor Levi Porto

Em tempo… Não gostaria de ver um documentário sobre a Frida Kahlo?

Sobre Luís Cláudio LA

Olá, eu sou o prof. Luís Cláudio, atualmente vice-diretor do CEd 310 de Santa Maria. Estou aqui para ajudá-lo no que precisar. Caso necessite falar comigo, envie uma mensagem para (61) 99936-6528 ou email para vicediretor@ced310.com.br.
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